União da Síria é uma fortaleza na luta anti-imperialista

Na noite desta terça-feira (5) o Centro Cultural Árabe-Sírio recebeu a presidenta do Conselho Mundial da Paz (CMP), Socorro Gomes, e o presidente da União da Juventude Socialista (UJS), André Tokarski.

Entre os dias 19 e 27 de abril, eles integraram uma missão de paz à Síria, que contou ainda com representantes da Federação Mundial da Juventude (FMJD), estudantes e organizações juvenis.

A atividade serviu para demonstrar que existem duas Sírias: aquela que o mundo conhece pelas lentes da velha mídia reacionária a serviço do imperialismo estadunidense e aquela que apenas quem anda pelas ruas de Damasco – uma das cidades mais antigas do mundo – conhece. Existem duas lutas em curso na Síria: aquela forjada pelas mãos de mercenários, financiada e armada pelas potências imperialistas, e a que resiste em nome de sua soberania e auto-determinação. Existem duas histórias na Síria: aquela que conta a guerra e interessa a muitos e a que anuncia novos tempos de paz e que o povo sírio quer gritar ao mundo.

Socorro e Tokarski apresentaram a palestra Síria Hoje – um relato detalhado sobre as experiências que ambos vivenciaram no país. Ainda no começo de sua fala, a presidenta do Conselho Mundial da Paz explicou que a missão aconteceu no mesmo momento em que a mídia intensificava sua campanha de terror contra a Síria – propagando mundialmente que Damasco estava “em conflito e sob forte ataque militar”.

O presidente da UJS disse que já no trajeto do aeroporto de Damasco para o hotel, a delegação percebeu que a verdade sobre a Síria estava distante das imagens de guerra e violência que dominam o noticiário. “Perguntei ao amigo Arsheed o que faziam aquelas centenas de pessoas sentadas na grama nos arredores da rodovia e ele me respondeu que sexta-feira é sempre feriado (corresponde ao nosso domingo) e que as pessoas se reúnem em espaços públicos para fazer um piquenique”. O clima pacífico se opunha veementemente às mentiras propagadas pelas redes Al Jazeera e Al Arabya — do Qatar e da Arábia Saudita.

Ainda de acordo com Socorro, o grupo caminhou livremente pelas ruas da capital e visitou hospitais, universidades e diversos outros espaços públicos. A missão conversou com estudantes, professores, trabalhadores, pessoas comuns e até mesmo autoridades locais. Ela relatou que durante o contato com a população síria, o grupo tomou conhecimento de que as primeiras manifestações legítimas no país aconteceram após uma série de reformas econômicas adotadas pelo governo e que tiveram impacto negativo sobre os trabalhadores.

“Eles nos explicaram que quando o presidente Bassar Assad viu que aquelas reformas não foram boas removeu a equipe econômica e iniciou um debate para promover avanços”. Capitaneados pelos EUA, países da União Europeia, Qatar, Turquia e Israel começaram a usar as manifestações para fazer uma campanha global de terror contra o governo sírio. “Grupos mercenários da Líbia, Afeganistão e Iraque começaram a ser insuflados para cometer atentados e agressões contra a população, visando atingir e derrubar o governo”, reforçou Socorro.

Outro ponto que chamou a atenção da delegação foi a convivência pacífica entre diversas religiões e sua história de luta pela paz. “A Síria também se destaca e é reconhecida por sua política internacional de solidariedade aos povos “. Socorro explica que os maiores interessados em fomentar o conflito na região são os EUA. Os principais objetivos da criminosa política estadunidense são o assalto dos recursos naturais, o domínio do mercado e o controle da região.

André Tokarski contou que durante uma visita à Universidade de Damasco o grupo manteve contato com representantes da União Nacional dos Estudantes da Síria. Ele recordou que um grupo de estudantes, em sua maioria mulheres, afirmaram estar revoltadas com as mentiras da mídia contra seu país. “Uma dessas meninas disse que havia participado de uma grande manifestação em Damasco em repúdio às ações das milícias e em apoio às medidas do governo, mas que a CNN e a BBC noticiaram o episódio como se fosse uma passeata de opositores ao presidente Bashar Assad”.

A presidenta do Conselho Mundial da Paz alertou que a solidariedade ao povo sírio é uma luta “essencial” e uma “questão de honra”. “A unidade da Síria em torno da defesa de sua soberania pode se tornar uma fortaleza para o país. A resistência síria pode derrotar o imperialismo. Os Estados Unidos não são invencíveis e a unidade férrea do povo pode precipitar o fim dessas potências”.

Mariana Viel, da redação do Vermelho

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