No centenário da Primeira Guerra Mundial, presidenta do Cebrapaz enfatiza luta anti-imperialista dos povos

Na semana em que uma sequência de eventos marcaram o eclodir da Primeira Guerra Mundial, há um século, diversos artigos e reflexões sobre o militarismo imperialista e a luta dos povos contra a dominação têm sido publicados. A presidenta do Conselho Mundial da Paz (CMP) e do Cebrapaz, Socorro Gomes, também afirma os rumos para o debate urgente sobre as guerras e a necessidade de ações concretas contra as agressões aos povos, ressaltando o repetido massacre dos palestinos por Israel.

“O CMP, em todos os países, tem realizado reuniões e reflexões sobre essa data, que é muito dolorosa para a humanidade, que deixou marcas indeléveis nas vidas dos povos,” diz Socorro Gomes. “Essa foi a mãe das guerras, como afirmam estudiosos; teve um caráter destruidor gigantesco, com mais de 10 milhões de mortos. Mas, como é sabido, esse tipo de guerra começa muito antes da sua declaração, com disputas por mercados e pela dominação dos povos.”

O momento marcado como o estopim da Primeira Guerra Mundial é identificado pela historiografia como o assassinato do herdeiro do Império Austro-Húngaro, Franc Ferdinand, em Sarajevo, por nacionalistas sérvios, um pretexto para a liderança imperial lançar a sua guerra contra a Sérvia, empreitada em que também embarcou a Alemanha.

No desenrolar das jogadas geopolíticas, foram envolvidas na guerra a Rússia, a Inglaterra e a França em uma sequência acelerada de eventos que decorreram de 28 de julho a 4 de agosto de 1914, com as disputas entre potências imperialistas como tabuleiro.

Entretanto, ressalva Socorro Gomes, é preciso recordar que houve vozes contrárias e medidas concretas em oposição à promoção da guerra. Nomes a serem lembrados são o de Rosa Luxemburgo e Karl Liebknecht, dois comunistas alemães assassinados há 95 anos, e Jean Jaurès, líder socialista francês, fundador do renomado jornal L’Humanitè e assassinado em 31 de julho de 1914. Suas posições contrárias ao militarismo custaram-lhes as vidas.

“Daí devemos tirar ensinamentos,” diz Socorro, “especialmente nesse período em que um povo está sendo dizimado, vítima de um genocídio, do assassinato em massa pela política terrorista do Estado de Israel contra os palestinos.” Enquanto isso, afirma a presidenta do CMP, “o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) Ban Ki-moon se diz ‘espantado’ com o massacre.”

“O mais cruel é que sabemos da cumplicidade das potências imperialistas, como os Estados Unidos, mantenedores dessa política,” enfatiza Socorro, ressaltando o financiamento militar bilionário e o apoio político incondicional estadunidense ao governo de Israel. “As nações amigas, por sua vez, ainda não conseguiram ter uma atitude à altura da gravidade da situação, precisam se posicionar urgentemente para deter imediatamente essa chacina e garantir o Estado do povo palestino, conforme a decisão da ONU, há sessenta anos postergada.”

Neste centenário da Primeira Guerra Mundial, explica Socorro, o CMP, que está presente em cerca de 100 países através de diversos movimentos anti-imperialistas e pela paz, decidiu colocar a denúncia do nazi-fascismo e a solidariedade com os povos vítimas de agressão como prioridade, especialmente o caso do povo palestino.

Para a presidenta do CMP, “Israel faz hoje com o povo palestino o que Hitler fez com os judeus. Toda a humanidade foi solidária e é solidária com nossos irmãos judeus que sofreram o mesmo que os palestinos sofrem hoje. Temos que refletir sobre a Primeira e a Segunda Guerra e suas consequências, mas ainda mais importante, devemos tomar medidas contra as agressões aos povos.”

Fonte: Portal Vermelho

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