Atos em solidariedade ao povo palestino reúnem milhares em São Paulo

Em todo o Brasil, vários atos unificados contra o massacre dos palestinos têm sido convocados por movimentos sociais e partidos políticos. Em São Paulo, os dois primeiros realizados na capital após o lançamento da nova ofensiva de Israel contra a Faixa de Gaza contaram, cada um, com cerca de cinco mil manifestantes que pediram ao governo brasileiro atitude mais firme diante dos crimes de guerra perpetrados pelas forças israelenses.

Os protestos têm sido impulsionados por dezenas de partidos políticos e por movimentos sociais de diversas esferas para rechaçar a contínua matança dos palestinos, que já causou, desde 8 de julho, mais de 1.900 vítimas fatais, das quais mais de 70% são civis e centenas são crianças.

Enquanto o apelo mundial se intensifica exigindo o fim da ofensiva, os atos pelo Brasil também têm apontado a política contínua de ocupação e opressão dos palestinos por Israel, exigindo ao governo brasileiro o avanço das posições já importantes afirmadas recentemente, em prol da libertação da Palestina.

O primeiro ato unificado em São Paulo foi realizado em 19 de julho, com uma marcha até o Consulado de Israel, onde os representantes dos variados movimentos e partidos discursaram condenando a política sustentada pelos sucessivos governos colonialistas e opressores de Israel, com respaldo ativo dos Estados Unidos. 

A segunda mobilização voltou a reunir milhares de pessoas, em 27 de julho. Veja aqui imagens do ato que se iniciou na Avenida Paulista, com trechos dos discursos da presidenta do Cebrapaz, Socorro Gomes, e do secretário de Comunicação do Cebrapaz e editor do Portal Vermelho, José Reinaldo Carvalho.

Os protestos e várias outras atividades de debate e demonstração de solidariedade aos palestinos têm enfatizado a necessidade de rompimento das relações comerciais e militares do Brasil e do Mercosul com Israel, com sugestões também para o rompimento de relações diplomáticas, dada a gravidade das violações do direito internacional humanitário perpetradas pelas forças israelenses.

Enquanto uma atitude mais firme é demandada ao governo brasileiro, o direcionamento dado até agora também é saudado como importantes avanços para a diplomacia do Brasil e a defesa do povo palestino contra o massacre. Neste sentido, o embaixador da Palestina Ibrahim Al-Zeben, em declarações ao Portal Vermelho (assista o vídeo aqui), falou da importância da solidariedade à causa palestina pela libertação e agradeceu o posicionamento brasileiro. “O Brasil está defendendo o direito internacional, o direito à dignidade humana e o direito à coexistência pacífica”, disse o embaixador.

Entretanto, forças e representantes dos líderes sionistas em Israel têm atacado os protestos e a liderança que os impulsiona com acusações infundadas de antissemitismo e com o rechaço completo das denúncias de crimes de guerra já reconhecidas amplamente. Mesmo assim, movimentos massivos por todo o mundo continuam exigindo o fim do massacre dos palestinos, inclusive dentro de Israel e dos países aliados, como os próprios EUA.

Veja na página do segundo ato no Facebook a lista de movimentos e partidos que estão convocando os protestos em solidariedade ao povo palestino.

Com Portal Vermelho

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