Cebrapaz condena aumento da violência e impunidade israelense na Palestina ocupada

O Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz) repudia veementemente a violência perpetrada por soldados e colonos israelenses na Palestina ocupada. Recebemos com consternação a notícia sobre o assassinato de Ali Saad Dawabsha, um menino de 18 meses de idade, em Duma, na Cisjordânia palestina. Ali foi vítima de um ataque terrorista por colonos que queimaram a sua casa em 30 de julho, deixando feridos também seus pais e irmão. A brutalidade contra os palestinos tem se intensificado devido à impunidade com que os colonos e os soldados atacam os palestinos, cotidianamente, no contexto de uma intensificada política de colonização ilegal da Palestina, em violação flagrante do direito internacional humanitário.

Funeral de Ali Saad Dawabsha na Cisjordânia

Estendemos nossos profundos pêsames à família Dawabsha, à família de Laith al-Khaldi – de 17 anos de idade, morto em 31 de julho por soldados israelenses em Al-Jalazun – e a outras famílias que também nesta semana perderam jovens vidas nas mãos da repressão israelense. Também acompanhamos com profunda preocupação as notícias sobre ataques, confrontos e a repressão dos soldados contra os palestinos e notamos com pesar e repúdio que, neste ano, cerca de 20 palestinos, sobretudo jovens, já foram assassinados. Grande parte das mortes é provocada pelo uso de munição letal pelos soldados contra aqueles que resistem e protestam contra a ocupação das suas terras e das suas vidas com os meios de que dispõem, sobretudo pedras. 

De acordo com a Organização pela Libertação da Palestina (OLP), foram mais de 11 mil os ataques perpetrados por colonos israelenses desde 2004, que seguem, em geral, impunes. Esta cultura e a crescente incitação por parte de um dos governos mais extremistas e racistas da história de Israel culminam na “normalização” da violência contra os palestinos. O fato enquadra-se na manutenção da ocupação da Palestina através da brutalidade de um regime militar sionista que se crê superior ao direito internacional humanitário e aos direitos humanos.

Reafirmamos nosso engajamento e saudamos a crescente solidariedade internacional ao povo palestino na luta pelo fim da ocupação e por seu Estado independente e soberano, repudiando nos mais firmes termos a violência e a impunidade com que soldados e colonos a perpetram. 

Ainda assim, apelamos aos movimentos sociais, organizações internacionais e governos solidários à justa causa do povo palestino – inclusive através de campanhas – que se somem ao clamor mundial pelo fim da impunidade da liderança sionista de Israel. Seguimos determinados na condenação de um regime racista e colonialista e exigimos que seja responsabilizado pelos crimes de guerra que comete cotidianamente na Palestina ocupada, como condição para uma paz justa e para a libertação do povo palestino.

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