Coreia Popular cobra dos EUA tratado de paz e o fim de um estado de guerra anacrônico

A República Popular Democrática da Coreia (RPDC) tem manifestado sua determinação em eliminar o perigo de guerra que se arrasta desde a década de 1950, sobretudo devido ao posicionamento de ingerência imperialista por parte dos Estados Unidos. De acordo com a Embaixada da RPDC no Brasil, em comunicado recente, o objetivo é aliviar a tensão regional e perparar o ambiente pacífico na Península Coreana. O Cebrapaz expressa a sua solidariedade e apoio à importante postura da Coreia Popular na busca pela paz.

Famosa imagem do Paralelo 38, que dividiu a Península da Coreia

Durante a 70ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, em setembro, a representação da Coreia Popular afirmou a disposição e o anseio pela assinatura de um tratado de paz para encerrar um estado que se arrasta, já que a guerra de 1950-53 só foi suspensa com um armistício temporário. “Mesmo que já tenham se passado 60 anos desde a assinatura do acordo, ainda não se logrou uma paz duradoura na Península Coreana”, afirma o comunicado.

Para a presidenta do Cebrapaz, Socorro Gomes, manter o estado de guerra em pleno século 21 é uma amostra do anacronismo e do posicionamento retrógrado do imperialismo estadunidense, que tem como objetivo o domínio sobre a região, ao tempo em que “municia e apoia o seu preposto, a Coreia do Sul, com armas e financiamento, além de exercícios militares frequentes que afrontam diretamente a Coreia Popular.”

Socorro reafirma que “o povo coreano sempre manifestou seu desejo pela reunificação pacífica, sob o princípio da não-intervenção”, mas é tolhido nessa empreitada pela ingerência estadunidense e a aliança dos líderes sul-coreanos com o imperialismo.

O comunicado da Embaixada coreana faz referência ao incidente, em agosto, durante manobras militares conjuntas entre os EUA e a Coreia do Sul, que evidenciaram a instabilidade e a insustentabilidade da atual dinâmica de conflito. “Para previnir o confronto, é fundamental que a RPDC e os EUA anulem o mais rápido possível o antigo Acordo de Armistício e estabeleçam um sistema de paz duradoura na Península Coreana, mediante a concertação de um novo tratado de paz.”

O texto reitera que os EUA “devem abandonar a anacrônica política (…) e aceitar sem demora a nossa justa proposta de concertar o tratado de paz. (…) Se os EUA mudarem, com audácia, a sua política, temos disposição para levar a diante um diálogo construtivo. Neste caso, o ambiente de segurança da Península Coreana acolherá o melhoramento dramático e se eliminarão as preocupações dos EUA.”

A Embaixada já enviou por via oficial a mensagem às autoridades estadunidenses e apela às entidades solidárias à causa da paz na região que acompanhem sua iniciativa. O Cebrapaz reafirma o seu apoio, demandando ao governo dos Estados Unidos o empenho sincero em negociações com a Coreia Popular e a abdicação da sua ingerência na região, para que o povo coreano possa finalmente fazer avançar a sua história em segurança e paz. 

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