Plano Popular de Emergência segue em fortalecimento, pela saída soberana à crise e o avanço no Brasil

A Frente Brasil Popular (FBP) lançou em 29 de maio, no Teatro TUCA, em São Paulo, o Plano Popular de Emergência, para fazer frente aos retrocessos impostos à democracia e à justiça social no Brasil e ao golpe. Com a plateia lotada, representantes das organizações que compõem a FBP reafirmaram a importância do documento neste momento crucial da política brasileira. Assista o vídeo gravado no TUCA e saiba mais sobre o debate.

O documento, com 10 eixos temáticos, já havia sido disponibilizado pela FBP — da qual o Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz) faz parte desde o lançamento, em 2015 –para discussão antes do seu lançamento. Consulte-o abaixo:

Para facilitar e ampliar o debate sobre o Plano, a FBP também lançou uma cartilha.

De acordo com a FBP, participaram do evento políticos, intelectuais, artistas e representantes dos movimentos populares. Na plateia, professores e estudantes da PUC, além de militantes dos diversos movimentos e partidos.

O documento foi elaborado pelas organizações que compõem a Frente para construir uma alternativa programática, “que devolva a normalidade democrática ao país e caminhe rumo à superação das crises econômica, política, social e ambiental, garantindo os direitos do povo trabalhador,” assentada na unidade tática das forças de esquerda.

Foto: Laryssa Sampaio / FBP

O plano, segundo a FBP, deve servir ainda para ampliar a discussão com toda a sociedade. Por isso, “apesar de o ponto de partida do plano ser a saída de Michel Temer da presidência e a realização de eleições diretas, o dirigente nacional do MST, João Pedro Stédile, fez questão de esclarecer que o plano não tem vinculações com qualquer projeto de candidatura. ‘Esse não é um programa para candidatos, mas para o povo'”, disse, citado pela página da FBP.

Plano Popular

O Plano Popular de Emergência contém dez eixos programáticos: (I) – Democratização do Estado; (II) – Política de desenvolvimento, emprego e renda; (III) – Reforma Agrária e agricultura familiar; (IV) – Reforma tributária; (V) – Direitos sociais e trabalhistas; (VI) – Direito à saúde, educação, cultura e moradia; (VII) – Segurança pública; (VIII) – Direitos Humanos e cidadania; (IX) – Defesa do meio ambiente; (X) – Política externa soberana.

Cada um dos eixos são subdivididos em propostas de ações concretas. Ao todo, são 76 propostas de intervenção prática. O plano continua aberto a contribuições e adesões. Consulte mais informações e parte do debate na página da FBP.