Nota do Conselho Mundial da Paz sobre o recente massacre do povo palestino na Faixa de Gaza

O Conselho Mundial da Paz (CMP) denuncia firmemente aos povos do mundo e recente e ainda corrente massacre dos manifestantes pacíficos palestinos pelo Exército Israelense na Faixa de Gaza. Este novo crime brutal do regime de ocupação mostra sua face cruel e prova a arrogância de um Estado massivamente armado que nega, há mais de 70 anos, o direito a um Estado independente aos palestinos, como deveria ter ocorrido de acordo com a resolução 181 da ONU em 1947.

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A matança de dezenas de civis palestinos desarmados constitui um crime bárbaro contra a humanidade pelo regime israelense. Torna-se ainda mais provocativo que este massacre ocorra durante o 70º aniversário da Nakba palestina, quando centenas de milhares de palestinos foram forçados a deixar seus lares, enquanto eram perseguidos e assassinados pelo exército israelense ocupante, apoiado pelas forças coloniais britânicas.

Os protestos do povo palestino são relativos também à decisão unilateral do governo estadunidense de Trump de transferir a Embaixada dos EUA de Tel Aviv à Jerusalém ocupada, uma cidade protegida pelo direito internacional por seu caráter multi-étnico e multi-religioso. A proclama de facto de Jersualém como a capital de Israel pelos EUA não só instiga a sensibilidade do povo árabe. É com revolta que o CMP rejeita veementemente os esforços do regime israelense e do governo estadunidense de reconhecimento de Israel como Estado Judaico e a judaização de Israel e de Jerusalém.

O CMP exige o fim do massacre perpetrado pelo Exército israelense e expressa sua sincera solidariedade ao valente povo palestino, que está enfrentando um lento genocídio pela ocupação israelense. Reiteramos que não pode haver paz real na região sem acabar com a ocupação da Palestina e de todos os territórios árabes ocupados por Israel, o estabelecimento de um Estado independente da Palestina, dentro das fronteiras anteriores a 4 de junho de 1967, com Jerusalém Leste como sua capital.

Exigimos que tal Estado seja reconhecido pela ONU como membro pleno, assim como pelos Estados membros da ONU. Da mesma forma, todos os prisioneiros palestinos devem ser libertados das prisões israelenses. O CMP apoia o direito ao retorno dos refugiados palestinos aos seus lares de acordo com a resolução 194 da ONU.

O CMP envia uma mensagem de solidariedade também às forças amantes da paz que lutam dentro de Israel,  ao lado do povo palestino, pelo fim da ocupação das terras palestinas.

Conselho Mundial da Paz
15 de maio de 2018