Presidenta do Conselho Mundial da Paz apela ao reforço da luta contra o bloqueio imperialista a Cuba

A presidenta do Conselho Mundial da Paz (CMP) Socorro Gomes emitiu nesta quarta-feira (12) uma nota de apoio reforçado à luta do povo cubano contra o bloqueio estadunidense imposto pela potência imperialista à ilha revolucionária. Inúmeras entidades, partidos e personalidades têm manifestado seu repúdio à continuidade desta política, reafirmada por Donald Trump na extensão da validade da lei em que ela se baseia, a “Lei do Comércio com o Inimigo”. Leia a seguir a nota de Socorro Gomes.

Resultado de imagem para cuba blockade

Pelo fim do bloqueio imperialista de quase seis décadas contra Cuba revolucionária!

Mais uma das políticas anacrônicas dos EUA, talvez a mais persistentemente sustentada pelo império em sua virulência obsessiva contra a valente ilha rebelde, o bloqueio contra Cuba persiste.

Nesta segunda-feira (10), o presidente chauvinista Donald Trump renovou, como fazem os governos de turno dos EUA, a “Lei de Comércio com o Inimigo”, de 1917, que sustenta este crime.

Entidades da paz e personalidades dedicadas à causa da justiça repudiaram a continuidade dessa infâmia, a ser debatida pela Assembleia Geral das Nações Unidas em setembro.

O movimento internacional da paz, composto por forças populares e diversas personalidades comprometidas com a luta por uma ordem mundial democrática, como o Conselho Mundial da Paz, têm insistido na denúncia contundente do bloqueio criminoso imposto pelos EUA ainda em 1962 contra Cuba revolucionária.

O bloqueio é uma repugnante ingerência na política doméstica e nos rumos defendidos pelo povo cubano em valente resistência e em altiva construção de um sistema sociopolítico e econômico mais justo e defensor da emancipação nacional e humana.

O bloqueio é uma política anacrônica, retrógrada e ofensiva que nunca deveria ter lugar no concerto das nações. É evidente que apenas países imperialistas poderiam apoiar uma agressão de tamanha proporção e persistência contra uma nação para puni-la por sua altivez e posição de combate a um sistema de exploração, opressão e dominação, por defender sua soberania, por apoiar os povos que lutaram e lutam por sua libertação e por promover uma ordem internacional de cooperação e amizade.

Em 2017, tal fato ficou patente com a votação na Assembleia Geral da ONU que quase por unanimidade rechaçou o bloqueio – com os votos contrários à resolução sobre o tema apenas dos EUA e do seu aliado, ou cúmplice, Israel.

Nas próximas semanas Cuba deve mais uma vez, como tem feito há mais de duas décadas, levantar a discussão na Assembleia Geral. Cuba exporá as consequências nefastas dos mais de 50 anos de bloqueio e da tentativa persistente de isolamento do povo cubano e sufocamento da sua economia para precipitar, como os EUA têm feito em tantos outros países, a derrubada do governo revolucionário. A resistência do povo cubano a tamanha pressão e agressão têm não só mantido como também aprofundado os rumos da revolução, como vemos na recente discussão democrática, soberana e popular sobre a nova Constituição do país.

Amiga dos povos que lutam em todo o mundo pela paz, a justiça e o desenvolvimento, Cuba segue inspirando as forças democráticas e amantes da paz e deve receber ainda mais apoio para derrubar de uma vez por todas o bloqueio com que o imperialismo tenta deter a revolução.

A responsabilidade criminosa dos sucessivos governos estadunidenses pelos efeitos catastróficos, ainda que não tenham sido suficientes para dobrar a vontade do heroico povo cubano, deve ser denunciada!

Pelo fim do bloqueio estadunidense a Cuba, o fechamento da base militar e centro de torturas dos EUA e pela devolução do território de Guantánamo a seus donos legítimos, já!

Socorro Gomes,
Presidenta do Conselho Mundial da Paz