Contra as ameaças à Venezuela, repudiamos a sugestão de intervenção militar do secretário-geral da OEA

É com revolta e indignação que mais uma vez denunciamos as ameaças proferidas contra a Venezuela bolivariana e soberana, desta feita desde o palanque da Organização de Estados Americanos (OEA). No domingo (16), o secretário-geral desta instituição servil ao imperialismo estadunidense Luís Almagro, dando eco à fala criminosa do presidente dos EUA Donald Trump, disse que não se deve descartar a “opção militar” contra o governo do presidente Nicolás Maduro.

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O Conselho Mundial da Paz e diversas forças democráticas em todo o mundo repudiaram as ameaças de Trump e manifestaram repetidamente sua oposição resoluta ao acosso coordenado entre vários governos da região servis ao imperialismo estadunidense contra a Venezuela, criando o ambiente de guerra entre países irmãos.

Que Almagro tenha feito declarações semelhantes às de Trump, desde a Colômbia, onde estava de visita, e representando a OEA, são mostras de que as preocupações por trás de tão ultrajante, ingerencista, agressiva e irresponsável sugestão de uma “opção militar” são contrárias à promoção da paz ou do diálogo. Ficou patente sua obsessão quando o secretário-geral disse que não descansará até derrubar o governo de Maduro, um governo legitimamente eleito por seu povo.

Como de praxe em outras intervenções que destróem países e vitimam os povos em tantas regiões, Almagro alegou que tal agressão seria justificada para contrapor as “violações de direitos humanos”, valendo-se de bandeiras tão caras às forças progressistas.. Não passam, porém, de pretextos para o império em suas invasões devastadoras ou promoção de golpes para a instauração de ditaduras ou regimes subservientes, dos quais milhões de pessoas foram vítimas em história tão recente na região.

O governo colombiano tem servido fielmente aos EUA, intensificando seu antagonismo contra o governo venezuelano, ademais de outros governos servis ao imperialismo estadunidense, que têm se unido para atacar a Venezuela bolivariana por todos os meios. Tais meios incluem as guerras midiática e financeira, a tentativa de isolamento, a difamação, a desestabilização e o fomento das crises internas para inflamar uma animosidade e provocar a derrubada do governo.

Mas o povo venezuelano resiste! Insiste valentemente na defesa da soberania popular e nacional, da democracia e do compromisso com a justiça social que marca a Revolução Bolivariana. Daí o desespero das forças reacionárias e da oligarquia nacional antipatriótica e antidemocrática, que apelam a cada vez mais extremas agressões.

O Conselho Mundial da Paz e todas as forças progressistas e democráticas reforçam sua solidariedade ao povo venezuelano e denunciam a tentativa de promover a guerra na América Latina.

Pela soberania e a paz, pelo fim da ingerência e das agressões contra o povo venezuelano! Tirem as mãos da Venezuela!

Socorro Gomes
Presidenta do Conselho Mundial da Paz