Conselho Mundial da Paz: Acordo Emirados Árabes-Israel afronta direitos palestinos

Em nota divulgada em 19 de agosto em nome do Secretariado, o Conselho Mundial da Paz (CMP) comenta o acordo de normalização das relações diplomáticas e comerciais entre Emirados Árabes Unidos e Israel, anunciado na semana passada. A entidade, de que o Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz) é membro, considera o acordo contra-produtivo para toda a região. A Organização para a Libertação da Palestina (OLP) já o denunciou como traição. Leia o texto do CMP:     

Declaração do Conselho Mundial da Paz sobre o recente acordo israelense-emiradense

O Conselho Mundial da Paz enfatiza a centralidade da questão palestina na região e sua firme posição sobre o tema palestino como crucial no conflito no Oriente Médio.

Comentando sobre o acordo israelense-emiradense (Emirados Árabes Unidos-EAU) para normalizar as relações entre ambos, sob os auspícios dos Estados Unidos, ressaltamos que a paz no Oriente Médio só será alcançada com a solução da questão palestina baseada nas resoluções da ONU, no direito internacional e nos inalienáveis direitos do povo palestino.

Tal solução deve garantir a completa retirada israelense dos territórios ocupados em 1967, a independência do Estado palestino ocupado dentro das fronteiras de 4 de junho de 1967, com Jerusalém Leste como sua capital, e a garantia do direito ao retorno dos refugiados palestinos, de aoordo com a Resolução 194 das Nações Unidas.

O CMP reafirma que qualquer desvio desses direitos através de acordos bilaterais ou trilaterais que não garantam essas condições não corresponderá aos interesses de paz e estabilidade na região e não poderá servir os interesses do povo da região. Isto é visível especialmente nestes dias, em que testemunhamos o pesado bombardeio israelense da Faixa de Gaza palestina, o que denunciamos e condenamos firmemente.

O CMP reitera sua sincera solidariedade com a justa luta do povo palestino por alcançar esses objetivos, contra os planos imperialistas na região.

Secretariado do CMP
Atenas, 19 de julho de 2020.