NOTA | Contra o bloqueio imperialista, em defesa de Cuba e de sua Revolução

Em nota dirigida ao ICAP (Instituto Cubano de Amizade com os Povos) e ao Partido Comunista de Cuba, a Direção Executiva Nacional do Cebrapaz reafirma sua posição histórica contra o criminoso bloqueio imposto pelos à Ilha. Confira:


Ao Icap (Instituto Cubano de Amizade com os Povos)
Ao Departamento Internacional do Partido Comunista de Cuba

Contra o bloqueio imperialista, em defesa de Cuba e de sua Revolução

O Cebrapaz (Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz) manifesta sua irrestrita solidariedade ao heroico povo cubano, ao seu governo revolucionário e à sua incansável diplomacia. A vitória na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas reafirma o repúdio internacional ao bloqueio imposto pelos Estados Unidos e fortalece a luta pelo direito de Cuba à soberania, ao desenvolvimento e à autodeterminação.

O caráter imperialista do bloqueio está em sua própria finalidade política: submeter um país independente à vontade de uma potência estrangeira. Ao procurar estrangular a economia cubana, Washington pretende impor restrições e criar dificuldades materiais da população como instrumento de punição coletiva. Por meio da É coerção os Estados Unidos pretendem decidir sobre algo que cabe exclusivamente ao povo cubano: seu sistema político, sua organização econômica e social e seu futuro.

Denunciamos essa política odiosa, que faz da privação uma arma de dominação. Nenhuma diferença política e ideológica autoriza uma potência a tentar sufocar outro povo. Nenhuma alegação de “defesa da liberdade” torna legítima uma política que procura restringir as condições de uma nação para exercer suas próprias escolhas. A soberania de Cuba não depende da aprovação de Washington e não pode ser colocada à venda em troca do alívio de pressões externas.

O bloqueio expressa uma concepção imperial das relações internacionais, segundo a qual os países que desafiam os interesses dos Estados Unidos devem ser castigados até se submeterem. Aceitar essa lógica significa admitir que a força econômica e militar de uma potência lhe confere o direito de determinar o destino de outras sociedades. Combatê-la é defender a igualdade entre as nações e o direito de todos os povos a viver sem tutela estrangeira.

É diante dessa pressão que se revela a dimensão do heroísmo cubano. Seu povo enfrenta dificuldades, sustenta sua dignidade e preserva a disposição de defender a independência nacional. Essa resistência tem um custo humano que jamais deve ser banalizado. Exaltar sua coragem significa também exigir o fim da política que procura fazer do sofrimento cotidiano um caminho para a capitulação.

Saudamos a firmeza do governo revolucionário na defesa da soberania e na recusa de aceitar a chantagem como regra de negociação. A disposição ao diálogo entre países deve apoiar-se no respeito mútuo, jamais na exigência de submissão. Cuba tem o direito de construir seu caminho, enfrentar seus desafios e decidir suas transformações sem cerco econômico nem imposições estrangeiras.

Reconhecemos, igualmente, a tenacidade da diplomacia cubana, que mantém a denúncia do bloqueio perante a comunidade internacional e faz da defesa do direito internacional uma frente permanente de luta. A vitória na Assembleia Geral da ONU confere força política à exigência de que a vontade expressa pelas nações seja respeitada e produza consequências concretas.

Condenamos os votos contrários ao fim do bloqueio e criticamos as abstenções e ausências que enfraquecem essa exigência. Curvar-se às pressões de Washington é contribuir para a continuidade de uma ordem internacional fundada na intimidação e no privilégio dos mais poderosos.

A solidariedade a Cuba exige uma posição clara, firme e consequente. Defendemos o fim integral e incondicional do bloqueio e rejeitamos qualquer tentativa de fazer da soberania cubana uma moeda de troca. A independência de um povo não é concessão de outro Estado: é um direito que deve ser respeitado.

Fim ao bloqueio imperialista! Viva o heroico povo cubano! Viva a soberania de Cuba e sua Revolução!

Brasil, 30 de outubro de 2026

Direção Executiva Nacional do Cebrapaz (Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz)