Zelaya recebe solidariedade dos movimentos sociais do Brasil

O senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) entregou ao presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, que visitou o Senado nesta quarta-feira (12), cópia de moção de solidariedade assinada pelo Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz) e subscrita pela União Brasileira de Estudantes Secundaristas (UBES) e pela União Nacional dos Estudantes (UNE).

“A reação da oligarquia hondurenha é fruto também da aproximação do governo do presidente Zelaya aos governos progressistas da América Latina e do ingresso de Honduras na Aliança Bolivariana para as Américas (Alba) e conseqüentemente seu distanciamento dos Estados Unidos, diminuindo ainda mais a influencia estadunidense na região”, afirma a nota.

O senador levará uma proposta de declaração para que o Parlamento do Mercosul, que se reúne em Montevidéu na próxima segunda-feira (17), manifeste sua reprovação ao golpe militar em Honduras.

Reconstrução da democracia

O presidente hondurenho afirmou que “a manifestação de apoio dos senadores fala bem do Brasil e da consciência democrática do povo brasileiro. Se o Brasil e os Estados Unidos estiverem contra o golpe, os golpistas não poderão permanecer muito tempo na usurpação do poder em Honduras e se reconstruirá a democracia”, disse.

Zelaya disse ainda que o povo hondurenho resiste ao golpe de estado, que foi "como uma guerra, em que se rompe o pacto social". O presidente denunciou que os golpistas já cometeram mais de dez assassinatos no país e que em Honduras estão ocorrendo violações aos direitos humanos, censura à imprensa, torturas e prisões por motivações políticas.

Inácio Arruda anunciou o apoio do PCdoB à luta empreendida por Zelaya, significativa para toda a América Latina, e lembrou que os brasileiros sabem o que significam golpes de estado que suprimem a democracia: “Não se trata apenas de apoiar o Presidente eleito, o que já seria suficiente, mas é ao povo de Honduras que estamos prestando solidariedade, porque sabemos do significado de uma ditadura, de um golpe militar”, destacou.

(De Brasília, Márcia Xavier – Colaborou: Aline Pizzato – Foto: Jonas Pereira/Agência Senado)

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