Presidente da ONU repudia prisão dos cinco cubanos nos EUA

O presidente da Assembléia Geral da Organizaçãode Nações Unidas (ONU), Miguel D'Escoto, assegurou ontem (01), em Havana, estartotalmente comprometido com a causa dos cinco cubanos, presos injustamente nosEstados Unidos. D'Escoto se encontrou com familiares de Gerardo Hernández, RenéGonzález, Ramón Labañino, Antonio Guerrero e Fernando González. Sua visita detrabalho a Cuba inclui a apresentação de seu livro Antimperalismo enão-violência.

D´Escotoainda levará o caso para discussão na ONU. Em declarações à Prensa Latina, opresidente da Assembleia afirmou que abordará a questão dos cinco cubanospresos no discurso de despedida do atual período ordinário de sessões doorganismo internacional, no próximo dia 14. Na oportunidade, destacará a lutacontra o terrorismo e a injustiça que os Estados Unidos estão cometendo com oscubanos. Ademais, discutirá sobre a situação na Palestina e a questão políticados Estados Unidos e do Reino Unido.

Os cinco detidos – Gerardo Hernández, AntonioGuerrero, Ramón Labañino, René González e Fernando González – estão presos,desde 1998, por informarem às autoridades cubanas sobre atentados violentosorganizados por grupos terroristas na Flórida. Na ocasião, a ONU considerou asprisões como "arbitrárias e injustas", classificação sustentadatambém por vários grupos cubanos e internacionais.

Ontem (31),Guerrero, Fernando González e Labañino foram transferidos para o Centro Federalde Detenções de Miami, onde esperarão a audiência de"ressentença",  que acontecerá no próximo dia 13 de outubro.Segundo informações da ABN, os advogados dos cubanos "apontaram que ojurado deverá levar em consideração as instruções do 11º Circuito de Apelaçõesde Atlanta, instância que manifestou que as sanções ‘foram impostaserroneamente' e, em consequência, anulou-as".

Os cubanos,presos há quase 11 anos em locais separados, foram condenados, em 2001, compenas que vão de 15 anos a duas prisões perpétuas. De acordo com ABN, em julho,a Corte Suprema dos Estados Unidos recusou revisar o caso dos cubanos. Ao quetudo indica, o caso não é solucionado por falta de vontade das autoridadesestadunidenses.

SegundoABN, Ricardo Alarcón, presidente do Parlamento de Cuba, afirmou que bastava"uma assinatura" de Barack Obama para os cinco cubanos serem libertos.

Fonte: Adital – http://www.adital.com.br

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