Eventos internacionais reúnem lideranças pela paz

Dois encontros mundiais reúnem militantes e lideranças ligados ao movimento pacifista. O primeiro, a 5ª Conferência Continental pela Paz, aconteceu entre os días 8 e 10 de setembro na cidade de Moca, República Dominicana. O segundo, a Conferência sobre a crise e a paz no mundo, começou segunda-feira (12) e vai até hoje (15), na Cidade do México.

Na República Dominicana, o evento ocorreu para marcar as comemorações dos 25 anos da União Dominicana de Jornalistas pela Paz (UDPP). Entre os representantes estavam o presidente da UDPP, Juan Pablo Acosta García, e a presidente do Conselho Mundial da Paz (CMP), Socorro Gomes, que também dirige o Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz).

Em seu discurso, Socorro lembrou que o territorio dominicano já foi dominado pelo imperialismo. “Aqui [República Dominicana], foi a porteira do colonialismo e sempre viveu nas barbas do imperialismo. A localização geográfica, numa confluência intercontinental, fez desta parte do mundo um alvo cobiçado pelas forças dominadoras desde as primeiras investidas do colonialismo europeu, que ainda se faz presente em muitos pontos da região”, disse a presidente do CMP, que reforçou que a região é alvo constante da influência hegemônica dos Estados Unidos.

No entanto, atualmente tem crescido a consciência nos povos da América Latina e Caribe. Para ela, a maior parte das Américas tem vocação para a paz. Isso porque, desde quando o CMP surgiu, na década de 1940, quando o mundo acabava de presenciar o holocausto de Hiroshima e Nagasaki, a campanha pela Paz recebeu uma grande adesão no continente.

A líder pacifista brasileira lembrou do histórico de lutas naquele país e no mundo, que soma mais de 60 anos, e dos motivos que acarretam a dominação dos povos: o controle dos recursos naturais do planeta.

“Temos um longo caminho pela frente. Ainda hoje, a pressão do imperialismo traz instabilidade e até provoca conflitos também nesta parte do mundo. A militarização imposta pes Estados Unidos e seus aliados, por terra, mar e ar, gera insegurança e é uma ameaça constante à nossa soberania”, reforçou a militante.

Para Socorro Gomes, o encontro foi importante para reunir forças na busca pela paz. Entre as bandeiras de luta, destacou a urgência de se retirar o bloqueio a Cuba. Outra frente da luta pela paz, citada por ela, é a libertação dos cinco patriotas cubanos presos em Miami, nos EUA.

México

Na Cidade do México, a programação contou com uma conferência sobre o cenário de crise em todo o globo, além de encontros com a militância local, como estudantes do Instituto Politécnico Nacional e representantes da entidade mexicana de luta pela paz, o Mompade.

Em seu discurso na terça-feira (13), Socorro lembrou do atentado de 11 de Setembro e da maneira como os Estados Unidos se apropriaram do fato para fazer guerras a países e povos soberanos, sob o rótulo de “guerra ao terrorismo”. Com isso, criaram conceitos perigosos como “Estados bandidos”, “nações hostis” e “eixo do mal”. Para ela, o atentado foi usado como mais um pretexto para a manutenção de uma política ultraconservadora do imperialismo norte-americano.

“O objetivo é estabelecer uma hegemonia plena dos Estados Unidos. Os seus teóricos estavam, e ainda estão, convencidos de que eles devem proclamar seu domínio, afirmar a sua hegemonia, bastante questionada e em crise, recorrendo a todos os meios a seu dispor, entre eles a guerra de agressão, a militarização do mundo e a ameaça nuclear”, ressaltou.

A crise do capitalismo, iniciada em 2008 nos Estados Unidos, também foi motivo de explanação. Ela lembrou que as medidas adotadas para sanar as dificuldades econômicas, dos grandes grupos financeiros, pesam sobre trabalhadores e países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento, como o Brasil.

“A crise do capitalismo, com suas consequências de agravamento das condições de vida das massas populares, a intensificação da agressividade do imperialismo e o aumento do perigo de guerra, como na Líbia, exigem respostas enérgicas dos povos e forças progressistas e revolucionárias. Mais do que nunca, a luta anti-imperialista encontra-se na ordem do dia, o que requer consciência, mobilização e organização dos povos”, sustentou Socorro.

A presidente do Conselho Mundial da Paz destacou o potencial da América Latina e Caribe para enfrentar as forças hegemônicas estadunidenses, lembrando que a região vem ganhando força desde a eleição de Hugo Chávez, em 1998, até o momento, com diversos governos progressistas assumindo o comando e contribuindo para alterar a geopolítica mundial.

“A América Latina e o Caribe devem ser uma região de paz e contribuirem com a energia, criatividade, talento e espírito de luta de nossos povos com a paz mundial e a libertação da humanidade das políticas opressivas e de guerra do imperialismo”, encerrou Socorro Gomes.

Da Redação do Vermelho

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