Conselho Mundial da Paz convoca Dia de Ação Global contra a OTAN

                                                                                           

OTAN: A principal ferramenta militar do imperialismo
Cúpula da OTAN no País de Gales: 4 a 6 de setembro de 2014

No dia 30 de agosto de 2014, o Conselho Mundial da Paz insta as pessoas amantes da paz em todo o mundo a se mobilizarem por um Dia Global de Protesto Contra a OTAN.

2014: Centenário da Primeira Guerra Mundial
75 anos desde o início da Segunda Guerra Mundial

O ano de 2014 marca o 100º aniversário do início da Primeira Guerra Mundial. Este foi um dos conflitos imperialistas mais fatais na história humana, uma tragédia que matou 17 milhões de pessoas. Ela foi descrita como “a guerra para encerrar todas as guerras”, mas hoje, um século depois, o potencial militar para destruir vidas e o ambiente habitável está em um nível aterrorizante e continua a crescer.

Todos os dias, em todo o mundo, as pessoas sofrem com conflitos armados, militarismo intensificado, ocupação, atos de intimidação e agressão, modernização e proliferação de armas nucleares e outras armas de destruição massiva.

A crise econômica capitalista está agravando ainda mais as vidas dos povos enquanto o lucro das indústrias de guerra está aumentando. A base para agressões militares e guerras imperialistas nunca foi determinada por eventos acidentais ou decisões pessoais.

O centenário da Primeira Guerra Mundial deve ser um momento de reflexão, para fortalecer a paz e para encorajar a amizade e a solidariedade internacional com base na igualdade e no respeito pela soberania dos povos. Esse esforço precisa ser direcionado a acabar com a dominação econômica dos monopólios e das corporações multinacionais assim como com as alianças militares agressivas. Por isso, precisamos atuar contra a OTAN, a principal máquina de guerra do mundo.

O Conselho Mundial da Paz, fundado pouco depois do final da Segunda Guerra Mundial sob o slogan “Fim à Guerra-Fim ao Fascismo”, sublinha a necessidade de alcançarem-se conclusões sobre o período que levou à invasão nazista da Polônia em 1º de setembro de 1939 e sobre o início da guerra. As crescentes ambições imperialistas da Alemanha nazista então se combinaram com a agenda imperialista de outras forças, que não se opuseram à expansão alemã a leste, no início. A resistência gloriosa dos povos contra o fascismo e o nazismo, combinada com a luta e as dezenas de milhões de vítimas da URSS, levaram à liberação da Europa do fascismo e à vitória dos povos.

A situação internacional pós-guerra, a fundação da Organização das Nações Unidas (ONU) e a sua Carta criaram uma nova conjuntura para os povos e a sua luta pela liberdade e a soberania. Tudo isso está sendo vorazmente desafiado e derrubado hoje; esforços para frequentemente substituir a ONU com a OTAN são impulsionados, forças neofascistas estão crescendo em muitas partes da Europa, servindo ideologias reacionárias e planos contra os povos. O Conselho Mundial da Paz opõe-se à crescente militarização das relações internacionais, aos planos imperialistas para um “Grande Oriente Médio”, ao “Pivô dos Estados Unidos na Ásia”, e à interferência nos assuntos soberanos dos povos e nações da América Latina.

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OTAN: A principal ferramenta militar do imperialismo
65 anos de crimes contra a humanidade

A OTAN é a maior, mais forte e mais agressiva aliança militar no mundo de hoje. Firmemente dominada pelo imperialismo dos EUA, a OTAN também é um pilar da estratégia de defesa da União Europeia. A organização tem hoje 28 Estados membros em toda a América do Norte e na Europa. Outros 22 países estão engajados no chamado Conselho de Parceria Euro-Atlântico. Ao seu lado, outros 19 países estão ligados à OTAN através de programas como o “Diálogo do Mediterrâneo”, a “Iniciativa de Cooperação de Istambul” ou a “Parceria para a Paz” em todo o globo.

Desde 1991, a OTAN expandiu agressivamente o quadro de membros e o teatro de operações. Este fato isoladamente revela o seu objetivo fundamental: ser uma ferramenta primordial na dominação imperialista ocidental sobre o planeta.

A OTAN é uma inimiga da paz, está comprometida com as doutrinas do primeiro ataque e dos ataques preventivos. Como uma aliança militar ofensiva, está sempre pronta para intervir antes mesmo de a diplomacia ter sua chance, caso ela seja de interesse do imperialismo ocidental. A expansão e as provocações da OTAN – como a atual crise na Ucrânia demonstra – são diretamente responsáveis pela desestabilização, pelas turbulências, pela violência e pela guerra.

A OTAN é uma inimiga dos povos. Quando intervém, seus membros usam regularmente armas tóxicas que contêm urânio empobrecido ou fósforo branco. Além disso, a OTAN considera armas nucleares uma parte fundamental da sua estratégia de defesa. A aliança objetiva e promove agressivamente provocações militares e intervenções em todo o globo, e os resultados são sempre o aumento da destruição, o deslocamento forçado e a morte. Os exemplos das guerras na antiga Iugoslávia, e a criação do protetorado de Kosovo, no Afeganistão, na Líbia, assim como a agressão contra a Síria, todos são testemunhos do impacto humanitário desastroso da intervenção da OTAN. No Iraque, onde a aliança tomou parte dos esforços de reconstrução, ela não trouxe paz ou democracia.

A OTAN é uma inimiga da paz e dos povos. Sem qualquer debate público, os Estados membros europeus da OTAN estão abrigando armas nucleares dos Estados Unidos em seus territórios. Em 2010, um acordo secreto sobre o envio de versões modernizadas das ogivas B61 estendeu a presença delas por várias décadas, não deixando qualquer espaço para um debate democrático sobre o assunto. Através do seu Artigo 5º, também, a aliança impõe obrigações aos Estados membros que são incompatíveis com o direito soberano dos Estados de decidir sobre a paz e a guerra. 

A próxima Cúpula da OTAN no País de Gales adotará e desenvolverá decisões da Cúpula de Lisboa, de 2010, e usará velhos e novos pretextos para o seu papel enquanto “xerife mundial” assegurando mercados, recursos energéticos e esferas de influência, em detrimento dos direitos e das necessidades dos povos.

A dissolução da OTAN deve ser uma prioridade para aqueles que defendem a paz, a justiça social e o progresso, assim como o direito de todos de lutar pelo desengajamento da aliança. Instamos todas as pessoas e organizações amantes da paz a marcar 30 de agosto como o Dia Global de Protesto contra a OTAN, exigindo a sua dissolução!

Conselho Mundial da Paz, maio de 2014.

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