Diretor do Cebrapaz fala da integração latino-americana na Semana de Relações Internacionais

O diretor do Cebrapaz José Reinaldo Carvalho participou da conferência inaugural da Semana de Relações Internacionais das Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU), organizada pelo Conselho Institucional dos Estudantes de Relações Internacionais (CIERI), em 16 de outubro, em São Paulo. José Reinaldo abordou a integração latino-americana e caribenha em um contexto atual de crise e conflitos.

De acordo com o Portal Vermelho, a conferência contou com um público numeroso de estudantes e professores. O diretor do Cebrapaz enfatizou a importância da integração latino-americana para a vida política e as lutas populares, relacionando-a com os debates eleitorais em curso no Brasil. “No dia 26, a população se pronunciará também sobre qual é a melhor política externa para o país – se a subordinação às potências imperialistas ou a luta contra o hegemonismo, pela democratização das relações internacionais, a plena vigência do direito internacional, os direitos dos povos, a soberania nacional, a integração solidária e a paz mundial”, disse José Reinaldo.

De acordo com o jornalista, a época atual se caracteriza por “dilacerantes crises, explosivas contradições, instabilidade e acidentadas transições nos aspectos econômico e geopolítico”. Além disso, continuou, “estão em construção mecanismos de integração regional que permitem aos países em desenvolvimento defenderem-se em um cenário mundial de crise econômica e ameaças à paz, abrindo a possibilidade de edificar novas alternativas para o desenvolvimento e de constituir um polo geopolítico que enseja novas correlações de forças”.

Por isso, o Cebrapaz enfatiza as conquistas e as alternativas avançadas pela integração latino-americana e caribenha de caráter progressista e soberanista, com foco para o Mercosul, a União das Nações do Sul (Unasul), a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e a Aliança Bolivariana dos Povos de Nossa América (Alba).

A Unasul, composta por 12 países da América do Sul, disse José Reinaldo, “visa construir um espaço de articulação em todos os âmbitos – político, econômico, social, científico e cultural – entre nações soberanas. O organismo sul-americano prioriza a solidariedade, a cooperação e o diálogo, com vistas a criar o ambiente de diálogo, segurança e paz”, criando uma “nova diplomacia”. Como exemplos, José Reinaldo ressaltou a participação da organização nas mediações durante as crises políticas na Bolívia (2008), Equador (2010), Paraguai (2012) e Venezuela, em 2014, “sempre condenando aventuras golpistas e antidemocráticas e a intervenção estrangeira.”

Já sobre a Celac, fundada em dezembro de 2011, numa reunião dirigida pelo comandante da Revolução Bolivariana, Hugo Chávez Frías, o diretor do Cebrapaz afirmou: “A fundação da Celac foi um acontecimento de tamanha dimensão que o líder da Revolução Cubana, Fidel Castro, disse tratar-se do acontecimento institucional mais importante da região no espaço de um século, e o presidente atual de Cuba, Raúl Castro, destacou o caráter transcendental do fórum, reivindicando mais de dois séculos de lutas e esperanças”.

Para Reinaldo, a Celac, ao lado da Unasul e da Aliança Bolivariana dos Povos de Nossa América (Alba), “afiança-se como instrumento de diálogo e defesa da identidade, aspirações e culturas regionais, sob o princípio básico da inclusão dos 33 países independentes da América Latina e do Caribe, emergindo como um dos fatores propulsores de novos equilíbrios no mundo, um ator diferenciado na cena internacional, contraposto aos hegemonismos imperiais, credenciado a contribuir para o advento de nova ordem política e econômica mundial”.

Para o Cebrapaz, a criação desse conjunto de mecanismos de integração soberana e solidária entre povos e nações independentes constitui uma “revolução institucional” na região e faz soar o “dobre de finados” do pan-americanismo sob a hegemonia do imperialismo estadunidense, garantiu o diretor.

José Reinaldo encerrou sua conferência destacando que para os acadêmicos em Política e Relações Internacionais o tema da integração é fascinante como objeto de reflexão, estudo e análise e ao mesmo tempo suscita o justo orgulho da geração atual, que se sente como sujeito de um novo momento da história, em que se constroem os instrumentos para uma nova ordem mundial de cooperação entre os povos e paz.

Com informações e imagens do Portal Vermelho

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