Venezuela rechaça declarações intervencionistas de porta-voz estadunidense

O governo venezuelano repudiou neste sábado (16) o comunicado da porta-voz do Departamento de Estado, Heather Nauert, que insiste em justificar sob o pretexto de suposta ajuda humanitária a intervenção no país. Através de um comunicado emitido pela Chancelaria, o governo insta as autoridades da nação norte-americana a que se ocupem com um amplo segmento de sua população que vive em situação crítica em matéria de saúde, alimentação e acesso a recursos.

“Exigimos novamente o fim do fustigamento político e econômico, assim como as ameaças à segurança e à integridade do país por parte do governo estadunidense com suas sanções unilaterais, ilegais, ilegítimas e violadoras da Carta das Nações Unidas, da Carta da OEA e do direito internacional”, diz a nota. Leia a íntegra.

O governo da República Bolivariana da Venezuela rechaça categoricamente o cínico comunicado da porta-voz do Departamento de Estado que de maneira irresponsável zomba com a comunidade internacional ao oferecer ajuda humanitária à Venezuela quando ao mesmo tempo persiste em seus intentos de desestabilização e ataca com sanções econômicas contra a Venezuela.

Surpreende ademais que o governo dos Estados Unidos esteja em condições de oferecer alimentos e outro tipo de ajuda de emergência à Venezuela quando desde há semanas não tem podido atender cabalmente a crise em Porto Rico resultante da recente temporada de furacões.

Instamos o governo dos Estados Unidos a melhorar seus esforços para dar resposta às críticas condições em que vive um amplo segmento de sua população: 27 milhões de pessoas não possuem seguro médico, 21% das crianças vivem em situação de pobreza, 36,5% dos adultos sofrem de obesidade, 32 milhões de pessoas não sabem ler, 41 milhões de pessoas – mais que toda a população da Venezuela – sofrem de fome, mais de 125 milhões de estadunidenses vivem em 204 municípios onde são expostos a níveis de contaminação prejudiciais à saúde, 18 milhões de pessoas foram expostas a água contaminada por chumbo e outras substâncias – como no caso da população de Flint, que chegou a ser denunciado nas Nações Unidas -, entre outros.

Exigimos novamente o fim do fustigamento político e econômico, assim como as ameaças à segurança e à integridade do país por parte do governo estadunidense com suas sanções unilaterais, ilegais, ilegítimas e violadoras da Carta das Nações Unidas, da Carta da OEA e do direito internacional

O povo venezuelano escolheu seu destino de maneira livre e soberana e não aceitará nenhuma chantagem nem ameaça de governo algum. O destino da Venezuela é decidido pelos venezuelanos e venezuelanas em paz e em democracia, desde a Venezuela e não de Washington.

Caracas, 16 de novembro de 2017

Fonte: Resistência (com Agência Venezuelana de Notícias)