Em encontro do Movimento de Não Alinhados, chanceleres debatem segurança e a paz

A 18ª Conferência ministerial do Movimento de Países Não Alinhados (MNOAL) começa nesta quinta-feira (5) em Baku, capital do Azerbaijão, com sessões de trabalho entre chanceleres de países membros, uma ocasião em que serão traçadas estratégias para consolidar a paz e a segurança internacional.

mnoal azerbaijão

O chanceler da Venezuela, Jorge Arreaza, nação que ocupa atualmente a presidência rotativa desse grupo, oferecerá um informe da gestão desde a última cúpula do MNOAL, na ilha Margarita (Estado de Nova Esparta, Venezuela), realizada em setembro de 2016.

De acordo com a agenda, o presidente do Azerbaijão, Ilham Aliyev, saudará os mais de 800 participantes do encontro no Centro de Congressos de Baku.

O mandatário do país caucasiano deverá apresentar detalhes sobre os preparativos para a 18ª Cúpula dos Chefes de Estado e de Governo do Movimento, que será realizada no próximo ano.

A homenagem póstuma a personalidades e líderes desse foro falecidos desde 2016, a foto oficial do evento e a intervenção do chanceler do Azerbaijão, Elmar Mammadyarov, serão outros momentos destacados do encontro.

Na jornada também serão feitas intervenções de oradores em nome de organismos internacionais como o G-77, as Nações Unidas e de regiões como América Latina e Caribe.

Uma sessão especial abordará a solidariedade com o povo da Palestina, alvo de crescentes agressões por parte de Israel e dos Estados Unidos.

Sob o lema “Promovendo a paz e a segurança mundial por um desenvolvimento sustentável”, este espaço de deliberações contribuirá para reafirmar os 10 princípios do MNOAL desde a sua fundação em Bandung no ano de 1955 e a reunião de Belgrado (1961).

O vice-chanceler cubano, Abelardo Moreno, comentou em declarações à Prensa Latina que a mensagem principal é a necessidade de reforçar o movimento como um mecanismo de concertação dos países do Sul.

Para ele, observa-se sobretudo no momento atual uma situação muito complicada que pode pôr em perigo a paz e a segurança internacional.

Na união está a força e na solidariedade está a vitalidade que o MNOAL pode ter para lidar com as atuais circunstâncias, considerou o chefe da delegação cubana.

Ao referir-se à homenagem a dirigentes falecidos desde a cúpula da ilha Margarita, em 2016, indicou que Fidel Castro foi parte crucial do movimento.

Não podemos esquecer suas intervenções históricas em 1973, em Argel, na 6ª Cúpula de Havana, ou na Cúpula de Nova Délhi, afirmou.

Fidel Castro traçou uma pauta com o trabalho do grupo e foi o grande defensor da unidade dentro do marco dos Não Alinhados, acrescentou.

Formado por 120 países membros, com 17 outros e 10 organismos internacionais com o status de observador, o MNOAL cumpre um papel importante na manutenção da paz e segurança internacional.

Em 2011, durante a 16ª Conferência Ministerial realizada na ilha de Bali (Indonésia), a República do Azerbaijão se uniu ao foro terceiromundista como nação observadora e nesta edição integrará esse bloco como país membro.

Por Mário Hubert Garrido para a Prensa Latina

Fonte: Resistência