Socorro Gomes: A Guerra Imperialista de Israel contra o Povo Palestino

Enquanto a humanidade assistiu, estarrecida e indignada, às explosões das casas, hospitais, escolas e redes de abastecimento de água e aos “eficientes” ataques com os mais novos instrumentos da morte, os drones, o presidente dos Estados Unidos Barack Obama, o chefe do maior e mais pérfido império do mundo, foi a público expressar seu “firme apoio ao exercício do direito de defesa de Israel (…) e às medidas militares de Israel para garantir que não haja mais disparos contra seu território”. Seu governo reforçou ainda a aliança através do eloquente voto negativo no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, em sessão que deliberou pela criação de uma comissão de investigação das denúncias de crimes de guerra cometidos por Israel. Dos 47 membros do Conselho, o único voto contrário à investigação foi exatamente o dos Estados Unidos.

Por Socorro Gomes*

O holocausto dos palestinos, executado pelo regime de Israel e ao que a humanidade assiste horrorizada, conta com o total apoio dos Estados Unidos. Recentemente, Obama endossou o envio de mais US$ 225 milhões para o aperfeiçoamento do sistema antimíssil Iron Dome, a Cúpula de Ferro. A cifra soma-se aos US$ 3 bilhões anuais em ajuda militar ao seu incondicional aliado. Assim, o presidente tem deixado clara a sua criminosa cumplicidade com a matança dos palestinos.

Somente nesta última operação, a “Margem Protetora”, de acordo com a Autoridade Nacional Palestina, o número de mortos foi de cerca de 2.150; entre estes, mais de 500 eram crianças, além de ao menos 10.000 feridos. A absoluta maioria das vítimas fatais era civil, em torno de 74%, afirma a ONU. Mais de 10 mil lares palestinos foram bombardeados e quase 500 mil civis foram forçados a deixar suas casas e áreas de residência. Centenas de escolas, hospitais, clínicas, cemitérios, igrejas e mesquitas foram destruídos ou gravemente danificados. Seis escolas da ONU foram atacadas em bombardeios que causaram a morte de mulheres e crianças assustadas, homens civis e funcionários das Nações Unidas. Mais de seis mil palestinos buscavam refúgio em duas escolas diferentes bombardeadas, o que causou a morte de 16 pessoas, em uma, e 10, em outra. Os civis abrigavam-se de atrocidades que podem ser consideradas crimes de guerra, ressaltou a comissária da ONU para Direitos Humanos, Navy Pilay, ainda antes do breve cessar-fogo do dia 5 de agosto. Estes são dados que corroboram as denúncias feitas contra o Estado de Israel pelas autoridades palestinas sobre o genocídio do seu povo.

Não nos espantemos se o criminoso governo de Israel “transformar” a infância palestina martirizada e assassinada em uma “‘grave ameaça à segurança de Israel, que precisava ser eliminada.” Ou então na afirmação de que eram “escudos”, portanto, “os palestinos são os responsáveis por suas mortes”. O poder destruidor do sionismo vai mais além do que sua gigantesca força bélica. Sua ignominiosa capacidade de construir mentiras, contando com uma rede midiática de alto poder tecnológico e a cumplicidade das grandes potências – transformando as vítimas em culpadas pelas bombas lançadas por Israel em seu território, pela destruição de suas casas e pomares, pela diáspora palestina, pelo assassinato de seus filhos ainda crianças – está entre os mais importantes instrumentos de dominação, usados em abundância, ontem por Hitler e hoje pelos imperialistas sionistas.

Quem não enxerga a campanha constante para esconder a origem semita dos palestinos com o cínico objetivo de acusá-los de serem antissemitas? Pois se o mundo tiver conhecimento da origem semita de ambos – árabes palestinos e judeus -, cairá por terra a falsa e sórdida acusação de antissemitismo contra todos os que condenam o sionismo e seu mais de meio século de matança do povo palestino.

Propaganda e a invenção dos mitos sionistas

É através da propaganda suja e criminosa – por ser falsa e servir à destruição de um povo e sua cultura – que os invasores se fazem de vítimas, e fazem das vítimas, agressores. O historiador judeu israelense Ilan Pappé, renomado estudioso da questão palestina-israelense, tem dedicado atenção especial aos acontecimentos de 1948, elucidando fatos da maior importância para o entendimento do chamado conflito. Pappé denuncia os grandes mitos de Israel, as sórdidas mentiras destiladas desde quando o nascente regime assassinava massivamente os palestinos, como indicado pelo Plan Dalet, que detalhava a lista de vilas palestinas a serem destruídas e os métodos a serem utilizados para a expulsão dos palestinos que ali viviam (intimidação, bombardeios, incêndios de casas, assassinatos). Pappé descreve: “…a política sionista transformou-se em uma iniciativa para a completa limpeza étnica do país; demorou seis meses para completar a missão”. Expulsaram quase 800.000 pessoas de suas terras, limpando-as de sua presença e passando a ocupá-las permanentemente. Atualmente, 80% das terras palestinas estão nas mãos dos sionistas.

Um dos mitos principais era que Israel era o “Davi lutando contra Golias”, quando já naquele momento o regime havia feito um acordo com o mais forte Exército árabe de então, o da Jordânia, para garantir a expulsão e a ocupação das terras do povo palestino. Muito ao contrário da propaganda de que os judeus estavam sofrendo uma ameaça iminente de extinção, as palavras do maior representante do Estado de Israel, David Ben Gurion, são elucidativas dos objetivos reais dos sionistas: “Devemos usar do terror, assassinatos, intimidações, corte de todos os serviços sociais para expulsar da Galileia os palestinos”, afirmou o então primeiro-ministro, em maio de 1948, quando tomava posse e inaugurava o cargo.

Ações como o massacre de 254 pessoas, mulheres e crianças em Deir Yasin, foram relatadas por um oficial da Cruz Vermelha, citado no livro de Antônio Basallote, História da expansão sionista sobre a Palestina (1948-2010): “Aqui a limpeza étnica havia sido realizada com metralhadoras, depois com granadas de mão, terminando com facas.” 

Outro grande mito sobre o qual se fundou o movimento migratório de judeus de todo o mundo em direção à Palestina, cuja maior parte do território foi transformada no Estado de Israel, foi o de que se tratava de um “uma terra sem povo para um povo sem terra”, de acordo com a estratégia sustentada de negar a existência do povo palestino.

Além disso, a narrativa da “ameaça” representada pelos árabes e, em específico, pelos palestinos, é auxiliada pela comunicação das potências imperialistas, como os jornais, rádios e cinemas, instrumentalizados por Israel. É comum vermos “analistas” de grandes veículos de comunicação transmitirem venenoso discurso de que os palestinos “não se importam” com suas crianças, que não têm amor à vida, entre outros mitos empenhados na sua desumanização. A comunicação a serviço da destruição da imagem das vítimas dos sionistas é uma poderosa arma para buscar suprimir qualquer possibilidade de resistência deste povo martirizado, como demonstra o último ataque à Faixa de Gaza: castigar, enfraquecer e destruir a recém-nascida unidade entre as organizações políticas do povo palestino, principalmente Al-Fatah, à frente da Autoridade Nacional Palestina, e a organização política do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas). Esta sim foi a real e imediata motivação da matança. O que a potência sionista quer é um povo desnaturado, despojado de sua dignidade, silenciado pelo medo, paralisado pelo terror que lhe é imposto. Uma missão impossível. Como disse uma companheira palestina, “nesta guerra genocida, os palestinos perdem a vida e Israel perde a alma!”

Massacre, ocupação e resistência

Estas agressões que provocam um sentimento de dor e profunda revolta nos povos do mundo inteiro são uma macabra repetição dos crimes de que foram vítimas os judeus, os ciganos, os homossexuais, os socialistas e comunistas sob o nazismo, com os mesmos falsos pretextos: de que eram terroristas, que escondiam armas nos guetos, que eram um perigo para a segurança do Estado alemão e do seu povo.

É um martírio semelhante, imposto há mais de seis décadas pelo Estado de Israel ao povo palestino, que vive hoje com o que restou do seu território, preso no maior campo de concentração que jamais existiu, cercado por um muro de mais de 700 quilômetros na Cisjordânia e o bloqueio completo a Gaza, com militares armados de fuzis e metralhadoras noite e dia, vigiando-os, dali só saindo se tiverem uma autorização do Exército invasor.

Mesmo esta nesga de terra que restou está ocupada pelo invasor, que proíbe o povo palestino de circular em sua própria terra: as estradas, em sua grande maioria, tal qual na África do Apartheid, só servem para os israelenses. Como se não bastasse tanta humilhação, o Exército sionista espalhou os postos de controle militar, com seus jovens e arrogantes soldados de armas em riste contra aqueles que são por eles considerados menos que humanos, separados de seus parentes por um gigantesco muro, assistindo quase que impotentes – pois não se pode comparar os foguetes caseiros palestinos com os mísseis de altíssima tecnologia, com as bombas, com os tanques, a artilharia pesada ou com os drones de Israel – a destruição de suas casas, o incêndio de seus sítios, quando não são simplesmente ocupados por colonos trazidos de qualquer parte do mundo, que não por acaso fazem parte de um plano de ocupação meticulosamente calculada do território do povo palestino. As tropas de Israel destroem as redes de abastecimento de água e as já precárias redes esgoto, os hospitais e escolas, promovendo práticas de limpeza do território, com a imposição do terror, do medo da expulsão, ou da matança sistemática.

O objetivo é cada vez mais cristalino: impedir, pela força bruta das armas, a criação do Estado palestino definido pela ONU ainda em 1947. Para consumar este crime contra o direito de existência plena do povo palestino, Israel construiu toda uma estratégia para impedir o avanço da organização política, administrativa e diplomática das representações palestinas. Eventos históricos recentes, de grande significado para o avanço da luta do povo palestino, como o reconhecimento pela ONU do estatuto de Estado observador não membro e o acordo entre a Autoridade Palestina e o Hamas foram dois momentos a partir dos quais Israel intensificou seu virulento ataque ao povo palestino.

No primeiro, em um acesso de “insatisfação” com a UNESCO pela integração da Palestina em seu seio, Israel e o seu aliado império estadunidense deixaram de contribuir financeiramente com o órgão, num calote chantagista, em retaliação. No outro episódio, a construção da unidade entre palestinos, o governo israelense chega ao paroxismo do ódio, motivo real que o levou a promover a mais recente chacina em Gaza, alegando exercer um tergiversado “direito à autodefesa” contra a resistência palestina no território sitiado há quase oito anos, taxada de “terrorista”. Aliás, o termo parece ser herdado, na concepção do regime israelense, a qualquer militante palestino, qualquer membro da resistência, seus familiares, vizinhos ou qualquer habitante de Gaza.

Criando uma teia de mentiras e de mitos, como recomenda a doutrina nazista de Joseph Goebbels, o regime terrorista de Israel tem buscado transformar um povo agredido, usurpado no sagrado direito a seu território, à sua nação plena e soberana, em “terrorista”.

O agressor Israel e seu alicerce estadunidense

Horror dos horrores: o Estado de Israel, a quarta potência militar do planeta, com suas 200 ogivas nucleares, bombas de fragmentação, drones, mísseis e tanques, enfim, com os mais modernos e eficazes instrumentos de destruição e morte – contando ainda com o apoio incondicional da maior potência bélica do planeta, os Estados Unidos –, através de seu poder midiático e com a cumplicidade de seus próceres, inclusive dentro do Brasil, tem o poder de se passar por ameaçado por um povo sem armas, sem Exército, sem recursos, vivendo em verdadeiros campos de concentração, sem direito às mínimas condições de vida digna, vítima de uma política genocida e que tem como única arma, além de alguns estilingues e foguetes artesanais, sua própria existência martirizada. Esta sim, grandiosa, heroica, teimosa em sua resistência, que só pelo fato de insistir em existir é um libelo acusatório, não só contra o regime que lhe suprime os meios de existência, que dia após dia impõe-lhes, do amanhecer ao anoitecer, o terror e a humilhação, as prisões e torturas de milhares de crianças e adolescentes, com postos de controle militar e esparramados em todo seu território, o que sobrou da rapinagem de suas terras através da colonização militar, a subordinação aos ocupantes que afirmam aos quatro cantos do mundo que a simples existência do Estado da Palestina ameaça a segurança desta potência racista.A acusação estende-se inevitavelmente para quem mantém, apoia e fortalece a política de limpeza étnica conduzida por Israel, os Estados Unidos. 

Depois de seis décadas de holocausto, só de estarem vivos, os palestinos gritam ao mundo: “Eu sou filho de Mustafá, morávamos, em 1948, ali naquela terra hoje ocupada por Israel; esta é a chave de nossa casa, meu pai me entregou antes de morrer,” ou “Viemos para Gaza, e agora nossa casa foi bombardeada por Israel. Não temos para onde ir. Não temos como sair daqui. Não queremos sair daqui!” E, ainda, “Eu acabo de perder meus filhos, minha mulher, meus pais. Restou-me um filho. Toda a minha família foi morta pelo Exército israelense”. Esta existência singela e densa de sofrimentos e resistência ao invasor é a verdadeira ameaça, não só aos sionistas, mas aos seus mantenedores e beneficiários, o imperialismo estadunidense que faz tábua rasa da Carta das Nações Unidas, do direito de resistência do povo ocupado contra o invasor – ainda que, neste caso, abissalmente assimétrico. Em voz uníssona com os sionistas, os EUA vociferam que a paz depende dos palestinos, que devem se desarmar, no mesmo momento em que aumentam a ajuda financeira para intensificar o poder de ataque do Exército agressor. A humanidade não pode aceitar mais esta ignomínia! O sionismo impõe, como condição para a Paz, não o que determina a ONU, a criação do Estado palestino na sua plenitude, mas a aberração de um não-Estado, cercado militarmente, um protetorado israelense manietado e impotente.

O atual primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, tem reconhecido o apoio fiel e constante dos Estados Unidos ao seu governo e à sua chamada “política de segurança”, outro mito construído para mascarar a ocupação expansiva da Palestina e a opressão do povo que resiste naquela terra, sobre o qual é imposto um regime de segregação e violações sistemáticas dos direitos mais básicos. Essa dissimulação cínica da segregação, da imposição de um regime militar aos palestinos, enquanto um regime civil e de benefícios abrangentes é oferecido aos colonos israelenses nos territórios palestinos ocupados, é assentada sobre a negação essencial da condição de uma “ocupação”. Reconhecer esta situação imporia a Israel obrigações enquanto a “Potência Ocupante” que é – de acordo com a própria ONU – com base, principalmente, em inúmeros artigos da quarta Convenção de Genebra, sobre a Proteção das Pessoas Civis em Tempos de Guerra.

Inúmeras resoluções emitidas todos os anos por cinco órgãos principais da ONU desde a década de 1940 são deliberadamente violadas por Israel. Exemplos são a 181, da Assembleia Geral, que estabelecia um Plano de Partilha que já garantia para a criação do Estado de Israel 53% do território, restando 47% para o Estado da Palestina, com uma população duas vezes maior que a hebraica; a 194, de 1948, que pretendia finalizar a guerra entre Israel e vizinhos árabes, estabelecia uma Comissão de Conciliação e reconhecia o direito das centenas de milhares de refugiados ao retorno às suas casas e terras, ou à compensação pelo que foi destruído, entre as mais de 400 vilas devastadas; e as resoluções 237 e 242, de 1967, que exigiam a retirada israelense dos territórios sobre os quais avançou na ocupação durante a Guerra dos Seis Dias, em junho daquele ano, e afirmavam o direito dos novos refugiados ao retorno. Estes são apenas alguns exemplos flagrantes e específicos das graves violações israelenses que sustentam a ocupação da Palestina, com a cumplicidade ativa dos Estados Unidos que, enquanto membro do Conselho de Segurança das Nações Unidas com poder de veto, barrou dezenas de resoluções que condenariam Israel.

Resistência, solidariedade e luta pela paz

A única força capaz de deter a máquina israelense do Apartheid é a resultante da indignação e revolta dos povos, da consciência humanista dos que não se curvam ao império da força bruta e do terror. É a força da resistência do povo palestino que, na sua dor infinita, eleva acima dela sua dignidade, sua valentia e determinação de não se deixar subjugar. De fazer valer seu direito sagrado à resistência e à luta em defesa de seu território. De quem não acredita e não aceita a rendição diante do Exército invasor. “Não, mil vezes não!”, têm dito os palestinos: Não pode a força bruta rasgar tantas resoluções da ONU, que determinam a retirada de Israel das terras ocupadas e a devolução aos seus donos, os palestinos. Não, mil vezes não! Israel não pode passar por cima do direito internacional e promover a carnificina que tem promovido contra o povo palestino. Não, mil vezes não! Israel não pode continuar suprimindo o direito à vida de um povo e continuar impune.

palestine-flagÉ preciso que as pessoas que acreditam e têm compromisso com a Paz e com uma ordem mundial sob o primado da justiça, da igualdade e do respeito entre povos e nações intensifiquem movimentos e pressões no sentido de fazer valer as resoluções da ONU acerca do Estado do povo palestino e sobre as fronteiras entre os dois Estados, assim como as denúncias de crimes de guerra cometidos por Israel, sempre acobertados pelos Estados Unidos.

Não podemos aceitar o cínico argumento da quarta potência militar do planeta de que a existência do Estado da Palestina ameace sua segurança, numa afronta à nossa inteligência. O que querem os sionistas é um povo desarmado, indefeso e inexistente no cenário internacional, fácil presa de sua política de limpeza étnica!

A sustentação que lhes garantem os EUA obedece à lógica da sua própria busca por controle e hegemonia na região, faz parte da estratégia de “reformatação do Oriente Médio”, na qual o papel de Israel já de há muito está definido como seu esbirro e em troca da proteção imperialista, fornecendo mão de obra para escabrosas operações na guerra suja contra governos e países soberanos, a exemplo do Iraque, Líbia , Síria, os dois primeiros transformados em um teatro de horrores a serem atacados, saqueados e destruídos, e a Síria, que resiste valentemente, ameaçada pelas hordas criadas pelo império, à divisão do seu território. Os fortes liames que ligam estas duas potências no ataque aos palestinos têm deixado cada dia mais claro quão significativo é o patrocínio dos Estados Unidos às ações de Israel contra os direitos e a vida do povo palestino.

A destruição e a morte servem para controlar países ricos em fontes energéticas, nomeadamente petróleo e gás, e dominar esta região de ligação entre três continentes, África, Europa e Ásia. Ao fim e ao cabo, o império estadunidense e o sionista só poderiam ter esta relação simbiótica, ambos comprometidos com um objetivo que colide frontalmente com os interesses da humanidade, buscando eliminar qualquer resistência ao saque e à dominação.

As manifestações de solidariedade ao povo palestino e à criação de seu Estado soberano ocorrendo nos mais diversos países são uma demonstração inequívoca da condenação dos povos à política de limpeza étnica e de Apartheid levada a cabo por Israel.
Neste sentido, cresce a convicção da imperante necessidade de romper os acordos comerciais e especialmente os acordos militares com o Estado de Israel. Nações e povos compromissados com uma nova ordem mundial de respeito à soberania e autodeterminação dos povos devem cessar todo e qualquer acordo que fortaleça de qualquer forma Estados que têm como principal razão de ser a agressão militar e a destruição de um povo com fins de conquista.

A resolução do conflito Israel-Palestina é uma questão de toda humanidade!

*Socorro Gomes é presidente do Cebrapaz e do Conselho Mundial da Paz

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